Igualdade de Gênero no Mercado de trabalho – pequenas iniciativas para grandes passos

No começo do mês, participei do Workshop “Gender Equity”, promovido pelo Impulso Beta e realizado no Campus São Paulo – Google. Meu objetivo em participar desse encontro era ser impactada por dados e entender como uma empresa pode passar a atuar de forma disruptiva nesse cenário. O que ouvi/vi foi bem mais.

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Ao primeiro impacto, já percebi, visualmente, como o tema é procurado: de 60 pessoas na sala, 5 eram homens. O entendimento que a questão de gênero é algo para participação de todos, pelo visto, ainda não tá bem trabalhado. Bora melhorar isso, guys?
A Impulso Beta iniciou a noite apresentando alguns números reais sobre a empregabilidade feminina, e a problemática na captação, desenvolvimento e retenção das profissionais.

Logo depois, expôs alguns exemplos de boas práticas em empresas que assessoram e trouxe informações sobre os Princípios de Empoderamento das Mulheres (LEIAM, pls), um conjunto de considerações criados pela ONU Mulheres e o Pacto Global, que ajudam a comunidade empresarial a incorporar em seus negócios valores e práticas que visem à equidade de gênero e ao empoderamento de mulheres. São eles:
1. Estabelecer liderança corporativa sensível à igualdade de gênero, no mais alto nível.
2. Tratar todas as mulheres e homens de forma justa no trabalho, respeitando e apoiando os direitos humanos e a não-discriminação.
3. Garantir a saúde, segurança e bem-estar de todas as mulheres e homens que trabalham na empresa.
4. Promover educação, capacitação e desenvolvimento profissional para as mulheres.
5. Apoiar empreendedorismo de mulheres e promover políticas de empoderamento das mulheres através das cadeias de suprimentos e marketing.
6. Promover a igualdade de gênero através de iniciativas voltadas à comunidade e ao ativismo social.
7. Medir, documentar e publicar os progressos da empresa na promoção da igualdade de gênero.

Na sequência, tivemos uma atividade prática: dentro de 3 cenários (que foram histórias reais, relacionadas à captação, manutenção e resgate de talentos no mercado de trabalho), deveríamos propor solução como empresa (“o que a empresa que essa pessoa trabalha pode fazer por ela?”). Nos dividimos em grupo e estudamos os casos, depois expomos os problemas e pontuamos as soluções.

Em 2hs (tempo total desse encontro), e também durante dias depois, lembrei e pensei em tantas situações pelas quais já vivi/ vi/ ouvi, que nem cabe aqui pontuar. Só sei que o sentimento que me invadiu foi de muita felicidade por estar ali, participando de uma imersão tão relevante como essa; mas também foi de muita raiva e tristeza por toda essa retrospectiva dolorosa que me surgiu. Um paradoxo difícil de lidar, mas necessário.

Deixo aqui a provocação: que tal buscar mais iniciativas como a Impulso Beta, nos empoderar intelectualmente para poder agir e reagir, discutir sobre nossos papeis como trabalhadoras e cidadãs, e levar esse conteúdo cada vez mais à frente? Juntas somos mais fortes.